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 Sistema de pastagem na pecuária

A produção de bovinos em pastagem, além de ser algo comum e cultural, possuí custo reduzido e gera um produto final saudável e com qualidade nutricional elevada.

A alimentação do gado é uma das maiores preocupações do pecuarista. A produção de bovinos em pastagem, além de ser algo comum e cultural, possuí custo reduzido e gera um produto final saudável e com qualidade nutricional elevada. Isso ocorre desde que haja volume e disponibilidade de alimento suficiente para abastecer o rebanho.

      A pecuária em pasto varia de acordo com o animal que está sendo criado, a região e o solo. No Brasil, é comum que o pasto seja formado de gramíneas e espécies forrageiras. Devido à seca e períodos de estiagem, a qualidade nutricional e disponibilidade de pasto tende a diminuir, influenciando diretamente no ganho de peso do animal. Por isso, alguns agricultores adotam alternativas para evitar danos futuros.

      Para manter o valor nutricional alto, o consorcio de pastagem surge como alternativa durante os períodos de seca. A combinação de plantio de leguminosas e gramíneas é um processo de baixo custo e ecologicamente saudável, além de trazer diversos benefícios, a longo e a curto prazo. As leguminosas são responsáveis por absorver Nitrogênio do ar e fixar no solo.

       Esse método auxilia na conservação da pastagem, aumentando a cobertura do solo e na variedade de nutrientes. Consequentemente, produzindo um alimento de alto teor nutricional, o que influencia diretamente no aumento de peso do rebanho. O sistema de pastagem é um processo complexo, e exige adaptações diferentes de acordo com a necessidade do pecuarista.

    Outros metódos como o sistema rotacional e contínuo, surgiram como métodos eficazes para auxiliar a produção de ruminante. No pastejo contínuo, os animais são alocados integralmente em determinada área com lotação abaixo da capacidade do pasto priorizando o ganho de peso individual. Nesse sistema, o deslocamento só é realizado para manejo sanitário, entrada e saída de animais.

       Contudo, no sistema de pastagem rotacional, ocorre a troca frequente dos animais de um piquete para o outro. A finalidade é fornecer um período de descanso onde estão localizadas as forrageiras. A prioridade é que tenha manutenção recorrente da produtividade da pastagem, que podem variar de 28 até mesmo 56 dias, alterando de acordo com a espécie de forrageira. Para que esse sistema seja implantado, há uma demanda maior de custos e treinamento de mão de obra, além de necessitar de um território que possibilite a rotação.

     A criação de ruminantes não é uma ciência exata, por isso, é necessário que ocorra o aperfeiçoamento de práticas de acordo com as peculiaridades dos animais.  É preciso que o pecuarista veja o que é melhor para sua produção de acordo com a genética que está trabalhando, a forma de manejo, local e o tipo de pastagem que deseja implantar.