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A hora e a vez do queijo brasileiro

Foi divulgado no início da semana o resultado de uma competição mundial da especiaria que ocorreu na França. O evento “Le Mondial du Fromage” concedeu 56 medalhas ao Brasil. Mais de 45 foram conquistadas por profissionais do ramo instalados em Minas Gerais e várias para produtores que trabalham exclusivamente com leite de animais de raças zebuínas.

O Pardinho Cuesta, da queijaria Pardinho Artesanal, de Jovelino Carvalho Mineiro, ganhou uma medalha Super Ouro, a mais importante. O queijo feito 100% com leite de animais da raça Gir Leiteiro, alimentados a pasto, é maturado durante 8 meses. O produto tem características superiores ao paladar por ser untuoso, macio, adocicado, com notas amendoadas, baixa acidez e sal na medida. O produtor também conquistou uma medalha Prata para o Mandala, feito em tachos de cobre, maturado por 18 meses sobre madeiras e apresentado em peças de 10 quilos, de sabor adocicado com fator de bom derretimento.

O empresário Bento Mineiro avalia que o Brasil tem muitos queijos de alta qualidade e o consumidor deve valorizar a produção nacional. O sucesso e os prêmios concedidos às peças de Pardinho Artesanal representam um triunfo ao empreendedorismo do pai, o criador Jovelino Carvalho Mineiro, que idealizou e realizou um sonho com foco e objetivos. "Nós já temos uma grande demanda do mercado gourmet de grandes centros e o reconhecimento internacional da qualidade com essas premiações. Nosso desejo agora é que os queijos brasileiros sejam valorizados pelo consumidor interno e que todas as pessoas tenham também orgulho de um produto que representa a essência da nossa população rural e a excelência da nossa atividade pecuária com o Cuesta Pardinho puxando essa fila", diz Bento Mineiro.

O queijo Serro do Pico, da Fazenda Carnaúba, em Taperoá na Paraíba, feito com leite de vacas Sindi e Guzerá, maturado durante 60 dias, ficou com uma medalha de bronze. E entre os premiados na competição também estão o Curupira, feito com leite de vacas das raças Gir e Guzerá, produzido pelo criador Túlio Madureira com leite 100% Zebu – que maturado durante 6 meses, é macio, tem gosto picante e amendoado, além do queijo curado Datas Guzerá, fabricado por Richard Santos, ganhou uma das medalhas de bronze.

Realizado de dois em dois anos, na cidade de Tours, a iniciativa é conhecida como o encontro mundial para todos os atuantes do setor de leite e queijo. Além de receber expositores de todo o mundo, a cerimônia conta com uma competição, onde os melhores queijos são avaliados e premiados.

O evento acontece desde 2013 e essa é a terceira participação do Brasil. Na primeira, em 2015, o país foi premiado com apenas uma medalha de um queijo produzido em Minas Gerias. Já em 2017, foram 12 medalhas. E neste ano, o número quadruplicou: do total de 56 medalhas, quatro foram “super-ouros”; seis “ouros”; 23 “pratas” e 23 “bronzes”.


Super Ouro

• Vale da Gurita – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Santuário do Mergulhão – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra (curado)

• Queijo do Ivair – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Pardinho – Cuesta (oito meses)

Ouro

• Mineirinho – Queijo Minas Artesanal de Araxá

• Rancho 4R – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra (180 dias)

• Queijo Canaã

• Fazenda Bela Vista – Queijo Artesanal de Alagoa (60 dias)

• Queijos Cruzília – Cruzília 300

• Rancho das Vertentes – Névoa Tronco de Pirâmide

Prata

• Sertanejo – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Maria Nunes – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Turvo Grande – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Santana – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Dona Iaiá – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Zé Mário – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Santuário do Mergulhão (extracurado) – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Roça da Cidade (canastra real) – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Vale Encantado – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Capão Grande – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Pingo de Amor (meia cura) – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Pingo de Amor (curado) – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Pingo de Amor (22 dias) – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Queijo Craveiro

• Ruda – Débora Pereira

• Fazenda Bela Vista (45 dias) – Queijo Artesanal de Alagoa

• Fazenda Bela Vista – Queijo Artesanal de Alagoa (120 dias)

• Queijos Cruzília – Requeijão

• Pardinho – Mandala (12 meses)

• Fazenda São Victor – Queijo do Marajó tipo creme

• Bela Fazenda – Sinueiro

• Queijo d’Alagoa – Queijo Artesanal de Alagoa (pequeno)

• Serra dos Arachás – Queijo Minas Artesanal de Araxá

Bronze

• Curupira – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Paixão – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Rio das Pedras – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Quilombo – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Queijo do Serjão – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Valtinho – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Tradição da Canastra – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Rancho 4R (60 dias) – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Queijo do Ivair – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Queijo do Dinho – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Queijo do Miguel – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Porto Canastra – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Queijo do Cláudio – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Beira da Serra – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Queijo da Santa – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Capim Canastra – Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra

• Cooperativa do Serro – Queijo Minas Artesanal do Serro

• Hélder Falcão Aragão – Queijo Falcão (massa crua)

• Laticínio Grupiara – Serra do Pico

• Queijos Cruzília – Dagano

• Queijaria Datas – Fazenda Vitória

• Queijaria Datas – Queijo Datas Guzerá

• Bicas da Serra – Queijo Minas Artesanal do Campo das Vertentes (Império)