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China retoma importação de carne bovina do Brasil

Governo brasileiro havia suspendido os embarques após notificação de caso atípico de EEB no MT e aguardava sinal verde do país asiático para retomar os embarques.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a volta das exportações do Brasil para a China na semana passada. O governo brasileiro havia suspendido os embarques de carne bovina para a China depois da descoberta de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina, a chamada doença da vaca louca, no Mato Grosso. A vaca foi abatida e os produtos derivados do animal foram apreendidos.  

O caso não alterou a classificação de risco do Brasil para a doença, que continua insignificante. Ainda segundo o ministério, “a doença foi confirmada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro". Demais "produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não havia, portanto, risco para a população”.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) encerrou, no último dia 3, o pedido de informações complementares do Brasil sobre o caso e concluiu não haver risco sanitário. As exportações de carne bovina continuaram normalmente para os demais países, entretanto, pelo protocolo com a China, é exigida a suspensão imediata de embarques caso um episódio dessa natureza seja detectado. Após a suspensão, o governo brasileiro enviou uma série de documentos ao país asiático que concordou em retomar as importações.

A China é o principal mercado para carne do Brasil em faturamento e o segundo em volume (atrás somente de Hong Kong), segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em 2018, os embarques para o país asiático somaram 322,4 mil toneladas e US$ 1,49 bilhão. Os números representam alta de 52,54% e 60,04%, respectivamente, em relação a 2017.