Entre em contato: +55 (43) 3372-1111

BLOG

Mudam as regras para inclusão de Touros nas Centrais

A Ministra Tereza Cristina transferiu a responsabilidade pela definição de critérios de produção e entrada de reprodutores em centrais para Associações de raças

De muitas formas e com conceitos próprios de melhoramento os criadores trabalham a evolução dos seus bovinos no sentido de ter a melhor genética a ser empregada na base das cadeias produtivas da carne e do leite. Por isso as entidades que os representam entendem que bons touros podem nascer em todos os rebanhos de seleção. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou uma nova Instrução Normativa esta semana, que passa a responsabilidade pela definição de regras e de procedimentos de avaliação zoogenética e mérito de produção, questões que estão entre os requisitos necessários para a inclusão de reprodutores em Centrais de Inseminação, as entidades delegadas pelo registro de animais. No caso dos zebuínos, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) fará esse trabalho e definirá os novos critérios.   

Com a medida que vem alterar uma norma de quase 50 anos, o governo adequa a realidade, amplia as opções e a variabilidade genética no sentido de garantir a promoção de ganhos genéticos efetivos aos rebanhos nacionais. 

Segundo o presidente da ABCZ, Rivaldo Machado Borges Junior a Ministra Tereza Cristina Correa da Costa Dias mostrou sensibilidade ao entender que quem vivencia a evolução das raças está apto a orientar o direcionamento da seleção. “A ABCZ sempre apontou um norte para uma seleção zootécnica que contemplasse a objetividade dos números e das avaliações combinadas com a funcionalidade e a consistência racial, por isso ambos critérios são indispensáveis ao avanço da pecuária nacional”, disse Borges Junior.  

Os valores mínimos dos índices ou características por raça ou composição racial serão apresentados pela entidade, autorizada pelo MAPA para execução do Serviço de Registro Genealógico, e publicados pela Secretaria de Defesa Agropecuária - SDA, até 31 de março de cada ano, com validade até 31 de março do ano subsequente. “Os critérios estão sendo construídos pela área técnica da entidade e serão apresentados ao MAPA brevemente. O conjunto de regras a ser proposto irá valorizar o registro genealógico, sem deixar de contemplar as avaliações de desempenho. A proposta deverá se aproximar bastante do livre mercado, haja visto as diferentes demandas dos sistemas produtivos brasileiros”, informa o superintendente Técnico da ABCZ Luiz Antonio Josahkian.